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    Notícias sobre o supercomputador "TUpã"

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    Fred
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    Notícias sobre o supercomputador "TUpã"

    Mensagem por Fred em Sab Jan 15, 2011 8:50 am

    Inpe compra supercomputador de R$ 50 milhões para melhorar previsão do tempo


    Quando o assunto é supercomputação, o Brasil não é muito famoso por ter máquinas que ocupam várias salas e geram números absurdos. Mas o Inpe decidiu mudar isso, ao adquirir um XT6, da Cray, por cerca de 50 milhões de reais. E no que essa mente brilhante, que atinge 244 teraflops, irá trabalhar? Em previsão do tempo, oras.
    A compra foi feita com apoio da Fapesp e do Ministério de Ciência e Tecnologia. A máquina chegou ontem em Cachoeira Paulista, São Paulo, onde se hospedará por longos anos. Foram necessários caminhões climatizados para entregar os 84 pedaços do supercomputador, que vieram direto da fábrica da Cray, em Winsconsin – será preciso um mês para a instalação de hardware e software do novo monstro. Ele deve ficar parecido com a máquina da foto acima, do Oak Ridge National Laboratory, em Tennessee, que também trabalha com previsões climáticas e adquiriu um XT6.
    A máquina será usada para aumentar a capacidade de prever situações climáticas de todos os tipos. Será mais fácil prever geadas, secas e chuvas intensas. Mas para muitos, a notícia principal é que os erros das previsões do tempo devem diminuir, já que o nível de detalhamento das mudanças climáticas aumentará em 5 quilômetros nos céus da América do Sul. Mas o Inpe também está feliz com outra marca da supermáquina: “com esse equipamento, estaremos entre os cinco maiores centros de climatologia do mundo em capacidade de processamento”, disse Luiz Augusto Toledo Machado à Agência Fapesp.
    Nós já tínhamos contado que o único supercomputador brasileiro a figurar entre os 500 mais rápidos do mundo ficava na UFRJ, dentro do Núcleo de Atendimento em Computação de Alto Desempenho. Marcando 64 teraflops por segundo, era a 84ª máquina mais rápida do mundo. Pelo jeito, temos um novo campeão, já que o supercomputador do Inpe, com 13 gabinetes, atinge 244 teraflops. A máquina antiga do Inpe atingia humildes 6 teraflops, e sem dúvida está com o rabo entre as pernas e morrendo de inveja. O mais novo supercomputador brasileiro deve começar a rodar suas previsões climáticas no início de 2011, e espero que essa bola de cristal saiba bem se vai cair ou não um pé d’água nos feriados do próximo ano. [Agência Fapesp]


    Inpe iniciatestes do supercomputador de previsão do tempo e estudos climáticos

    Começam dia (28) os testes do supercomputador Tupã, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O equipamento está instalado em Cachoeira Paulista (SP), onde funciona o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).Capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo, o Tupã está entre os mais poderosos supercomputadores do mundo para previsão de tempo e estudos sobre as mudanças climáticas. Com isso, a previsão do tempo e os estudos climáticos terão ainda mais agilidade e precisão.

    De acordo com o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, o custo do supercomputador foi de R$ 50 milhões. Com a entrada do Tupã em operação, o nível de detalhamento das previsões sobe para cinco quilômetros (km) na América do Sul e para 20 km no resto do mundo.

    As previsões ambientais e de qualidade do ar terão prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência. Com isso, será possível prever fenômenos extremos como chuvas intensas, secas e geadas.

    A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento e implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que vai monitorar a atmosfera, os oceanos, as áreas da Terra constantemente cobertas por gelo ou neve, a vegetação e os ciclos biogeoquímicos. O supercomputador vai verificar como esses elementos têm sido influenciados pela ação do ser humano. A fase de testes estava marcada inicialmente para o último dia 21.

    Tupã fará previsões mais precisas

    Tragédia no Estado do Rio de Janeiro, chuvas intermináveis em São Paulo, Minas Gerais... e seca no Sul do País. As mudanças climáticas extremas que o Brasil assiste neste mês podem ser, se não evitadas, previstas com mais antecedência.


    Um supercomputador – batizado de Tupã, o deus do trovão na mitologia tupi-guarani –, acaba de entrar em teste no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista (SP). Ele promete possibilitar, com maior precisão e antecedência, a indicação de chuvas e fenômenos meteorológicos extremos, como as tempestades que castigam o País.

    Isso porque, apesar de estimar hoje com até 97% de acerto a probabilidade de chuvas nas próximas 24 horas, a previsão de tempo no Brasil ainda é incapaz de determinar com exatidão se os temporais voltarão a se repetir com a mesma intensidade.

    O problema se deve a limitações dos modelos meteorológicos (representações numéricas aproximadas do comportamento da atmosfera) utilizados até agora no País.


    O supercomputador permitirá aos pesquisadores do CPTEC desenvolver e executar modelos meteorológicos mais sofisticados e com maior resolução espacial, que demandam mais memória e velocidade de processamento.

    E, dessa forma, melhorar gradativamente a qualidade das previsões meteorológicas de tempo e clima no Brasil.

    “Fazer previsão de tempo no Brasil é bastante complicado. O País é muito grande, com clima e geografia muito variadas, o que dificulta muito fazer previsões detalhadas para sete dias, por exemplo”, explica Marcelo Enrique Seluchi, chefe de supercomputação do Inpe e coordenador substituto do CPTEC.

    Com o supercomputador, os pesquisadores do Inpe pretendem aumentar progressivamente a margem de acerto dessas previsões para fazer com que possam prever com pelo menos dois dias de antecedência temporais como os que atingiram ontem as cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro.


    “Nós ganhamos um dia de previsão para cada dez anos de investimento na melhoria dos modelos meteorológicos. Isso pode parecer pouco, mas representa um ganho muito grande para termos a ideia da magnitude de um evento meteorológico extremo”, salienta Seluchi.

    Segundo o cientista, uma das maiores limitações na previsão do tempo no Brasil hoje é a resolução espacial e temporal relativamente baixa dos modelos meteorológicos numéricos utilizados.

    A resolução espacial dos modelos usados atualmente para prever tempestades, por exemplo, é de 20 quilômetros, o que impossibilita identificar nuvens de tempestade que podem ter de dois a três quilômetros de extensão.

    Os pesquisadores do Inpe pretendem com o novo supercomputador aumentar a resolução do modelo meteorológico regional utilizado nas previsões de tempo da instituição dos atuais 20 quilômetros para cinco quilômetros nos próximos anos. E paralelamente a essa mudança, também fazer com que possam representar de forma mais realista processos físicos que até então eram ignorados nos modelos anteriores.


    Os primeiros novos modelos meteorológicos gerados pelo novo supercomputador, que foi adquirido com recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), serão gerados para efeito de teste neste mês. O sistema também será utilizado para pesquisar as novas gerações de modelos que serão utilizados para fazer previsões de mudanças climáticas no futuro.

    Fonte: http://eptv.globo.com
    http://www.gizmodo.com.br
    http://www.inpe.br/


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