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    Digimon World

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    Fred
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    Digimon World

    Mensagem por Fred em Sex Jul 23, 2010 1:10 pm


    Reposta do lendário PS1 ao incrível sucesso de Pokémon no Game Boy da Nintendo, Digimon World fora lançado no final da era de ouro dos JRPGs, obtendo certa popularidade até, talvez muito mais por ser baseado numa série de anime. De qualquer jeito, era alvo do preconceito de jogadores “mais true” de JRPGs da época, que deixaram de curtir essa obra diferente ao extremo, mas que foi uma experiência estranhamente épica para qualquer um que tenha jogado ele por, digamos… Mais de 1 hora.


    Confesso que quando o joguei pela primeira vez, lá pelos 10, 11 anos de idade, só me interessei em jogar por causa do anime, esperando algo num esquema bem fiel a série animada, com todos os personagens e afins. Fiquei bem decepcionado quando presenciei o esquema da aventura, mas com certeza a impressão mudou totalmente depois da primeira famosa horinha de jogo.

    Você é um pivetinho japonês viciado em um jogo do Digimon (em um console portátil game boy like) que certo dia chega em casa, e é acidentalmente transportado para o mundo do jogo. A partir daí, ele viaja pelo Digimon World a pedido de Jijimon com o objetivo de convidar vários Digimons para habitar a File City. É uma espécie de vilarejo que antigamente era próspero e habitado por várias criaturas, mas hoje a maioria de seus moradores o abandonou por causa de uma certa influência “maligna e misteriosa” que assola o mundo virtual. Obviamente, é seu objetivo investigar isso também, por que só desse jeito você poderá voltar ao seu mundinho feliz e cor-de-rosa.


    Como já era de se imaginar, você ganha um companheiro Digimon pra te ajudar nessa árdua tarefa, e para enfrentar obstáculos mais difíceis, você precisará treinar e cuidar do bicho. Muito além da fórmula Pokémon (para melhor ou pior), o jogador contará com um sistema semelhante ao estilo Tamagotchi, onde é necessário dar comida quando ele sente fome, levá-lo no banheiro periodicamente, tratá-lo com remédio caso fique doente, fazer um cafuné, dar um sermão…Isso além do treinamento, feito num ginásio especial com várias categorias para melhorar diferentes atributos. Diferente da série da TV, os monstrinhos podem evoluir para diversas formas diferentes, dependendo de como cuidou dele e/ou do jeito que ele foi treinado, o que gera uma variação e fator replay enorme ao jogo.

    O cenário do Jogo é totalmente baseado em exploração estilo Legend Of Zelda, mas com tarefas não lineares. O esquema é bem parecido mesmo, você tem a File City como ponto de reabastecimento de itens, e a partir desse lugar, pode-se explorar tudo a sua volta, procurando por Digimons á convidar para a cidade, comidas raras, construções legais, privadas… Até avançar em parte da história onde se descobre toda a origem do problema. É um mundo totalmente imersivo e divertido de se viajar, da o já citado toque a-la-Zelda com uma mistura das tarefas não lineares de Legend Of Mana (claro, sem as tramas fodas e histórias incríveis do grande clássico da Square).


    Mas nem tudo são Digimushrooms, uma das principais reclamações dos jogadores é que os Digimons envelhecem e morrem. O jogo conta com um sistema de horário, com dias definidos, e cada Digimon possui um diferente padrão de tempo de vida – Geralmente de 10 a 20 dias do jogo – para então morrerem de vez. Assim, a experiência se torna meio frustrante, já que todo o treinamento e cuidados que você teve para com a criatura deixa de influenciar alguma coisa no jogo dali pra frente. Após a sua morte, o bicho “reencarna” em um ovo chamado Digitama, para nascer outro Digimon e fazer você repetir todo o processo de treinamento de novo (Sacanagem né? :p). O lado bom de tudo isso é que você pode aprender com os erros do passado e criar Digimons melhores a cada ciclo, evoluindo outras formas para completar a lista de seres possíveis para evolução. Felizmente, o jogo conta com um modo de dois jogadores onde você pode registrar seus gladiadores virtuais e usá-los nas batalhas para sempre.

    Trilha sonora aqui assume papel extremamente coadjuvante, com alguns temas um pouco repetitivos, como a música de batalha regular. Mesmo assim, temos vários temas interessantes contrastando com sons ambiente de muito bom gosto. Não é uma trilha sonora épica, muito longe disso, mas é bem divertida e extremamente imersiva.

    Muita gente não se interessou por essa pérola na época em que foi lançada, seja por preconceito ou falta de persistência, para esses que pertencem a esse grupo, favor dar uma chance, e para aqueles que procuram uma experiência completamente única e extremamente divertida, estejam na caça por esse grande, e por vezes incompreendido jogo!


    Avaliação:

    História: Ruim (Totalmente dispensável, não vai ser isso que fará você se interessar pelo jogo)

    Gameplay: Bom (Sistema de batalha único e ótimo esquema de exploração e evolução, perde pontos pela frustração de ver seu Digimon super apelão morrer)

    Gráfico: Bom (Nada de mais, nada de menos, cumpre o papel)

    OST: Bom (Divertido e agradável, mas não espere composições épicas)

    Replay: Perfeito (Vai levar muito tempo pra convidar todos os Digimons pra File City, Evoluir todas as formas possíveis, colecionar todas as cartas…E mesmo depois de tudo isso, da pra se divertir nos minigames e torneios para um e dois jogadores)

    Geral: Bom

    Nível de Dificuldade: 4/5

    Difícil mesmo criar um Digimon até o último nível e mais difícil vencer os desafios do final do jogo sem um Digimon de último nível.

    Fonte: http://4warriors.wordpress.com/


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